quarta-feira, 29 de abril de 2009

Sobre discutir a relação


Em um relacionamento é muito natural que com o passar do tempo acabemos por nos chatear com alguma ação da outra pessoa. Seja ela com ou sem intenção. Entendo por discutir a relação um momento futuro ao fato aonde ambos tentam lembrar a seqüência ocorrida. Dependendo do desgaste da relação é bem possível que essa discussão seja apenas um baú cheio de miudezas antigas e sem maior relevância ao outro. Relembrar momentos assim pode tornar tudo complicado.
As mulheres em geral atuam em pólos extremos. Ou são completamente malucas a ponto de causarem escândalos em qualquer lugar ou (acredito que em sua maioria) tentam controlar sua fúria para o exterior esperando o momento mais propício, que geralmente se dá horas ou até dias depois. Sem perceber, mudamos o foco da conversa para a capacidade de armazenar memórias e de traduzi-las em palavras. Aonde um pequeno deslize no que se falou, uma pequena confusão na seqüência de fatos, pode condenar o parceiro como culpado.
Por quê então temos a necessidade de externar nossas mágoas? Por quê motivados pelo medo de ser abandonado ou por uma dificuldade de dividir a atenção alheia somos dominados por essa vontade absurda de fazer o outro se sentir culpado? Mesmo quando conscientemente saibamos que discutir a relação na maioria das vezes só tende a piorar as coisas?
Os homens geralmente não gostam de sentir que não estão cumprindo seu papel de provedor e protetor da mulher. O medo e a raiva dela a impede de ver tamanha é a vergonha alheia de assumir seus erros ou até mesmo o quão difícil é para o parceiro sobrepujar seu ego e analisar suas ações.
Talvez a conexão entre um casal em momentos como este seja dada pela forma como ambos encaram medo e vergonha e pela sua capacidade de lembrar momentos passados.
Talvez seja comum a raça feminina a necessidade de presenciar uma mudança através de uma onda de emoção.
Os homens por sua vez, são moldados pela sociedade para se manterem estáveis no que diz respeito a emoções e esse tipo de situação os coloca contra a parede, como animais acuados em territórios desconhecidos.
Como resolver?
Existirá uma pessoa com quem possamos conversar como se falássemos com nós mesmos? Seria então, a duração de um relacionamento dada através da capacidade da mulher de conter suas emoções frente ao que lhe causa dor? Que liberdade temos quando nossa sanidade se baseia em controlar sentimentos naturais?
Viver é uma prática, diária. Erramos, perdemos o controle, nos arrependemos e tentamos de novo. O importante é mudar o foco. Não discutir o que está errado, apenas apontar o que é bom. E se por ventura as ações de um remeterem a mágoas e dores constantes, deveríamos parar com a idéia de mudar o outro e ver que a mudança deve vir de nós seja ela com o termino da relação ou com uma mudança de atitudes.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Príncipe encantado


Antes um burro que me carregue do que um cavalo que me derrube!

Síndrome: Conformismo forçado

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Descreva-se por favor...


Sou alguém que quando pequena segurou em balões de hélio e esqueceu de amarrar a cordinha e agora já estou muito longe pra voltar.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Sobre destino


Às vezes nos parece difícil entender como uma pessoa crê nesta ou naquela religião, têm determinada opinião ou conduta.
Porém, acredito que seja como escutar uma música ou comer algo novo. Você experimenta e simplesmente aquilo te satisfaz. É inútil julgar as pessoas como erradas através de seus gostos, pois estes nos fogem ao controle.
Somos guiados por nossos "quereres" ao longo da vida, como uma formiga que ao se deparar com a pata de um gato brincalhão decide desviar. Pensa estar no controle mas novamente se depara com a pata. Decide tomar um outro caminho, até que o gato brincalhão resolve ir embora e parar de desviar o caminho da formiga. Nossos "quereres" moldam nosso destino. Nos arrastam pelo fluxo da vida, precionando-nos a escolhermos caminhos e gerando afinidades com pessoas que momentaneamente ou por uma vida inteira seguem na mesma direção.
A formiga pode desviar para a esquerda ou direita, mas em uma noção maior de mundo, ela apenas seguirá o caminho que o gato escolher sem ao menos notar.
Quais formigas nesse caso seriam as mais sábias? As que aceitam ter seu caminho traçado e o seguem fielmente por medo de levarem uma patada, ou as que acreditam estar no controle?
Engraçado!
Quanto mais solitários são meus pensamentos, mais eles se aproximam das minhas antigas crenças.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Sobre a sociedade

Para perpetuar a espécie, os homens e as mulheres foram criando uma relação de convivência permanente e constante. Surgiu com o desenvolvimento da espécie humana, a sociedade humana.
A sociedade humana é histórica, muda conforme o padrão de desenvolvimento da produção, dos valores e normas sociais e é como um ser que toma consciência de si a medida que o tempo passa. Precisando errar para procurar caminhos de melhorar. Assim como os indivíduos a sociedade está sempre em busca de meios para reparar o que está errado no presente.Essas mudanças mostram a vida novos caminhos e nos coloca frente a novos problemas em um loop contínuo.
Na infância da sociedade a vida em comunidade deveria ser bem simples, visto que as necessidades de uma pequena comunidade eram básicas e pouco distintas de outras comunidades isoladas. Com o passar do tempo e o aumento no número de humanos não é difícil imaginar que comunidades unidas uniram necessidades, funções, formas de lazer e cultura ampliando assim as noções de vida em sociedade. Em um período extremamente territorial não é de se espantar que os homens tenham dominado o poder por tanto tempo. A força física era muito importante para a infância da raça. Só que com o passar do tempo, essas noções de sociedade levaram ao sentimento de ser cidadão. De pertencer a máquina, e não somente estar preso a ela. Começamos a fazer parte da estrutura, e buscamos nos aprimorar cada vez mais, para exercer uma função cada vez mais importante dentro dela.
Hoje, portanto, o poder é definido através da importância de uma pessoa para a máquina social. Seja ela sendo uma peça fundamental ou o combustível que move a máquina do mundo chamado dinheiro.
As mulheres se vangloriam por terem adquirido seu espaço. Mas isso foi um processo quase que natural da espécie, um tipo de evolução. A evolução do conhecimento sobrepujando a força. Conhecimento esse que será impulsionado por crises geológicas, políticas e biológicas que mais uma vez, fazem sua parte no loop infinito da vida de colocar as espécies em prova de superação para que o crescimento nunca pare.

domingo, 12 de abril de 2009

Eu...



Fui sabendo de mim por aquilo que perdia
revendo os pedaçõs entendo que
julguei saber e não sabia

Até agora eu não me conhecia,
dizia que era eu e eu não era
quem meus versos descrevera
boba tola e sem valentia.

Hoje entendo minha força
e também enxergo minha graça
Sou o grão firme da rocha
Sou o livre vento que a desgasta

Preciso ser um outro, para ser eu mesma
Sou pólen sem inseto
cada vez mais conciente de minha condição
cheia de todos os cansaços
companheira da insatisfação

Sou bobo da corte
cuja sensibilidade nem todos conseguem ver
atuando constantemente, inteligente,
sem medo de merecer
....

domingo, 5 de abril de 2009

sábado, 4 de abril de 2009

Ai que saudade de você,


Que medo desconcertante de talvez não te conhecer. Teu carinho e tua proteção, teus livros e animais de estimação. Tua realidade me faz bem e deixa o Coringa a pensar que aí deveras é um bom lugar pra descansar.
Ai que saudades do meu novo bem querido, que tanto diz me amar. Sentimento esse que desconheço em respeito a um coração cansado de tentar.
Quero ser uma pessoa boa e colorir meu mundo pra te receber. Lutei pra sair do mais frio inverno, vivi em um outono que realizei ser eterno e agora descubroa primavera depois de um simples sol a raiar.
Minha estrela, minha amiga, que mesmo depois de tormentas não se cansa de acordar. Meu sol corajoso me guia e me protejes de chorar.
Tertúlias estéreis de fim nunca tedioso. Me abraça, me beija hoje a noite esse meu corpo preguiçoso.
As estações estão invertidas e a caixa treme com frio. Eu acordei e vivo o mais quente verão porque tu preenches meu vazio.
Quero ser apenas suficiente, cansei de viver tão descrente, pois o Coringa sabe que isso pode funcionar.... calma, pois logo é hora, ahhhhh como é bom se apaixonar.
Me busca e fica comigo hoje. Meu universo criativo se expande quando estou com você.
O discurso se amplia, o conteúdo se modifica e o Coringa curioso já sabe que é impossível não te querer.

Lá e de volta outra vez....


Há dias em que torço pra que o telefone toque e cancele tudo!
Nesses dias meu edredom é tão confortável como um peito quente. Os ônibus parecem rodar sem motores assim como eu..Tem dias que o dia começa lá pelas 11 e poderiam ser 12...13....nunca....
Uma vez parte da matrix prefiro que ela não acabe só pra não sentir de novo a agonia preguiçosa de recomeçar.....

Tem dias que até minha coragem é covarde....