..."Os seus olhos devem ser só dos meus olhos"...
Medo de não agradar, de parecer tola, inferior.
Ciúme.
Tristeza.
Decepção.
Quando esses sentimentos começam a serem espelhados nas ações rotineiras do outro, acho que é aí que o amor troca os óculos da paixão pelas lentes da insegurança. Lentes quase imperceptíveis, fazendo com que até o Coringa duvide da realidade nata. Disperso entre a imagem retorcida pelas lentes, fica difícil saber quais obstáculos são reais.
É quase impossível ver com clareza, mas ele se concentra, afinal não é a primeira vez que percorre esse tipo de trajeto. Os caminhos são diferentes mas os obstáculos parecem serem os mesmos.
Coragem, concentre-se, cale-se.Não há mais como fugir
Possessão.
Raiva.
Ansiedade.
Não há mais como fugir do foco inimigo. O Coringa quer voltar, entrou em uma realidade interna e grita por socorro. Não há ninguém pra ajudar, somente lembranças, por isso seja forte. Vença esse instinto que acompanha sua casca. O Coringa e o animal dividem o mesmo espaço, porém desde que o amor chegou (será?) os ouvidos do Coringa estão muito sensíveis, ele se sente anestesiado, torpe e incapaz.
Um olhar é suficiente.
Nocaute.
Um buraco de minhoca para o inferno. Insegurança! Maldita insegurança que por muito tempo não “nos” visitava. Chega repentinamente, escravizando os olhos e sufocando o coração. O rosto tenso, os lábios como um armário abarrotado de caixas pesadas, seguradas pelo Coringa.
Ele está cansado. O encanto passou. Está apertado demais. Visitas inconvenientes em um momento tão complicado.
Meus primeiros ciúmes debutando na mediocridade do meu ser.
O que isso quer dizer? Onde errei? Se é que errei...
Deixa pra lá... Esse universo ficou pra traz. O coringa hoje sabe como vencer seu lado animal.
Liberdade.
Amor próprio.
Confiança.
Plenitude.
Calma.
Amor.
O Coringa enfim vence. Criador de um universo que se orquestra para realizar todos os meus desejos, ele aprendeu hoje mais uma lição.
Tu me perguntas se há algo errado. E com um sorriso cansado te digo : “nada não amor...”
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Apenas mais um universo.....
Como pode a vida ser tão engraçada? Tentamos ser um coringa em um universo de infinitos micros e macros, aonde tamanho real não existe aonde o pequeno é também grande, e o único é também apenas mais um.
Um universo de projeções e verdades mutáveis que vagam e por vezes até correm em busca de algo que talvez nunca cheguemos a conhecer. Um mundo de certezas incertas, eternos finitos e desencontros temporais. O que hoje nos é tão vivo e tangível amanhã perderá seu valor. Que fácil seria se sentimentos tão nobres como amor e alegria partissem ao mesmo tempo de pessoas que um dia se gostaram, talvez sofrêssemos menos, mas poderíamos então saborear os momentos felizes da mesma forma?
Dúvidas que convergem para um fim inevitável. Afinal, quantas vidas seremos capazes de viver em nossa breve estada? Seria esse caminho uma estrada sempre íngreme? Haverá sempre um oásis após o deserto aonde possamos descansar? E quando o medo não passar e a dor não fizer mais rir o que nos restará? Irão algum dia nossas experiências se tornarem um fardo demais pra carregar?
Um universo estranho, sem dono, descrito agora por uma mão que procuro conhecer, que a tanto tempo procuro amar.
Um universo, apenas um entre tantos..... o meu universo... que agora é tão feliz e próspero depois de descobrir que tudo pode dar certo no fim. Um universo que encontrou na incerteza do mundo motivação para seguir adiante. Que aprendeu a escolher as melhores possibilidades e agora se tornou uma sinfonia clara e tranqüila aos ouvidos do coração.
Como é bom ver o baralho alinhado e o jogo ganho. Mesmo que ainda tenham muitas partidas pela frente, saboreio o gosto da vitória e agora faço dela o meu eterno. Decidi ser um dos escolhidos pela felicidade e se o grande Joker existe, que se manifeste através de mim e me deixe experimentar toda a sua glória.
Um universo de projeções e verdades mutáveis que vagam e por vezes até correm em busca de algo que talvez nunca cheguemos a conhecer. Um mundo de certezas incertas, eternos finitos e desencontros temporais. O que hoje nos é tão vivo e tangível amanhã perderá seu valor. Que fácil seria se sentimentos tão nobres como amor e alegria partissem ao mesmo tempo de pessoas que um dia se gostaram, talvez sofrêssemos menos, mas poderíamos então saborear os momentos felizes da mesma forma?
Dúvidas que convergem para um fim inevitável. Afinal, quantas vidas seremos capazes de viver em nossa breve estada? Seria esse caminho uma estrada sempre íngreme? Haverá sempre um oásis após o deserto aonde possamos descansar? E quando o medo não passar e a dor não fizer mais rir o que nos restará? Irão algum dia nossas experiências se tornarem um fardo demais pra carregar?
Um universo estranho, sem dono, descrito agora por uma mão que procuro conhecer, que a tanto tempo procuro amar.
Um universo, apenas um entre tantos..... o meu universo... que agora é tão feliz e próspero depois de descobrir que tudo pode dar certo no fim. Um universo que encontrou na incerteza do mundo motivação para seguir adiante. Que aprendeu a escolher as melhores possibilidades e agora se tornou uma sinfonia clara e tranqüila aos ouvidos do coração.
Como é bom ver o baralho alinhado e o jogo ganho. Mesmo que ainda tenham muitas partidas pela frente, saboreio o gosto da vitória e agora faço dela o meu eterno. Decidi ser um dos escolhidos pela felicidade e se o grande Joker existe, que se manifeste através de mim e me deixe experimentar toda a sua glória.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
General da Matrix
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