sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Tu me perguntas se há algo errado...

..."Os seus olhos devem ser só dos meus olhos"...

Medo de não agradar, de parecer tola, inferior.
Ciúme.
Tristeza.
Decepção.
Quando esses sentimentos começam a serem espelhados nas ações rotineiras do outro, acho que é aí que o amor troca os óculos da paixão pelas lentes da insegurança. Lentes quase imperceptíveis, fazendo com que até o Coringa duvide da realidade nata. Disperso entre a imagem retorcida pelas lentes, fica difícil saber quais obstáculos são reais.
É quase impossível ver com clareza, mas ele se concentra, afinal não é a primeira vez que percorre esse tipo de trajeto. Os caminhos são diferentes mas os obstáculos parecem serem os mesmos.
Coragem, concentre-se, cale-se.Não há mais como fugir
Possessão.
Raiva.
Ansiedade.
Não há mais como fugir do foco inimigo. O Coringa quer voltar, entrou em uma realidade interna e grita por socorro. Não há ninguém pra ajudar, somente lembranças, por isso seja forte. Vença esse instinto que acompanha sua casca. O Coringa e o animal dividem o mesmo espaço, porém desde que o amor chegou (será?) os ouvidos do Coringa estão muito sensíveis, ele se sente anestesiado, torpe e incapaz.
Um olhar é suficiente.
Nocaute.
Um buraco de minhoca para o inferno. Insegurança! Maldita insegurança que por muito tempo não “nos” visitava. Chega repentinamente, escravizando os olhos e sufocando o coração. O rosto tenso, os lábios como um armário abarrotado de caixas pesadas, seguradas pelo Coringa.
Ele está cansado. O encanto passou. Está apertado demais. Visitas inconvenientes em um momento tão complicado.
Meus primeiros ciúmes debutando na mediocridade do meu ser.
O que isso quer dizer? Onde errei? Se é que errei...
Deixa pra lá... Esse universo ficou pra traz. O coringa hoje sabe como vencer seu lado animal.
Liberdade.
Amor próprio.
Confiança.
Plenitude.
Calma.
Amor.
O Coringa enfim vence. Criador de um universo que se orquestra para realizar todos os meus desejos, ele aprendeu hoje mais uma lição.
Tu me perguntas se há algo errado. E com um sorriso cansado te digo : “nada não amor...”