sábado, 21 de março de 2009

Poesia natural


Uma das idéias do acelerador de partículas é comprovar as diferentes dimensões analisadas na teoria das cordas.
Quando vemos um fio de cabelo, ele nos parece ter apenas uma dimensão: uma linha com duas direções, cima e baixo e podemos logicamente constatar que apesar de fino ele também possua uma profundidade. Só que se analisado microscopicamente ele possui diversas camadas, não percebidas por nós.
Toda a matéria que observamos, em profundidade, se dissolve em sua aparência exterior e se revela em sua substância como sendo apenas energia. O conceito sensório de solidez e de concreto desaparece diante do conceito de elétrons que giram, velocíssimos, em espaços ilimitados(proporcionalmente a seu volume), ao redor de um núcleo incomensuravelmente menor. Assim a matéria, tal como a concebemos habitualmente, desvanece em nossas mãos, são apenas sensações produzidas por algo que é apenas energia e determina um movimento que se estabiliza por sua altíssima velocidade, aonde os núcleos não se tocam apenas os elétrons.
Partindo do princípio que matéria é concentração de energia (quarks que compõe prótons) e que energia gera calor, aquecendo um corpo estamos transmitindo energia à matéria, isto é somamos energia, afinal a grosso modo, a ordem dos fatores não altera o produto. O calor significa aumento de velocidade nos sistemas atômicos moleculares. Quando dizemos que um corpo está mais quente, isto significa que seu movimento íntimo sofre um rápido aumento de velocidade (E=mc2), pois estamos movimentando seus elétrons.

Este não é um pensamento simples e talvez possa estar longe de retratar a verdade. Foram necessárias muitas vidas e mais de 150 anos para que eu modestamente chegasse a esta conclusão, e ainda que não possa traduzir toda sua beleza codificada e complexidade, a natureza é absurdamente admirável. Isso me fez refletir sobre como ando utilizando minha capacidade de pensar.